INTERIORES |
|
|
Nossos outros eus Entre em contato
[Lugares] |
20.11.06
3.6.05
MAR DE LAMA NO GOVERNO FEDERAL Não é necessário escrever nada aqui sobre as trapaças, a vigarice, a roubalheira a ditadura branca instalada no Brasil. Basta assistir telejornais, ler jornais, resvistas semanais. Está tudo lá. A capa da revista VEJA n°1907 de 1°de jungo estampa o rosto de Roberto Jefferson da mesma forma que fez com o irmão do Collor. Agora sim, está chegando a hora. Não deixem de ler. Não fiquem desinformados. FORA LULA ! Sem acordo, greve dos servidores federais continua por tempo indeterminado "Sem acordo com o governo federal, os servidores públicos federais entram na sexta-feira no segundo dia de paralisação. O movimento --iniciado nesta quinta e que segue por tempo indeterminado-- é um protesto contra a proposta de reajuste de 0,1% do governo federal para este ano." Fabiana Futema Ana Paula Ribeiro da Folha Online, em SP e Brasília - * - * - * - * - * - * - * - * - * - * - * - * - * Agora perguntou eu, esse reacionário ignóbil: pode- se levar à sério um governo patusco que irrita, cospe na cara dos servidores públicos dando 0,01% de aumento? Quantos anos ainda vamos ter que agüentar esse Presidente que brinca de ser doidão? Lula que prometeu e não fez é o responsável pelas mortes que estão acontecendo nas filas e pelo não atendimento aos doentes por causa da greve no INSS Comente: 2.6.05
Existem blogs que são uma miscelânea tal, como esse aqui, que acabam sendo blogs de nada. Mas tenho dado uma olhada por aí e visto vários tipos de sites. Muita gente fazendo poesia. Muita gente escrevendo pequenos textos muito bons, com uma envergadura, uma urdidura séria, coisas interessantes. Eu não consigo ter um estilo no blog. Fico imaginando que precisaria antes ter um estilo eu próprio. E é isso o que acontece. Eu fico mudando muito as coisas na minha vida, ou a vida vai mudando, sei lá, mas o fato é que dia a dia as coisas são diferentes, não necessariamente na minha vida (que é parada), mas na minha cabeça. Minha cabeça não pára, tem horas que até me irrita porque ficam essas coisas todas aqui fervilhando. E do que adianta? Se, de uma maneira ou de outra, eu não tenho condições de mudar as coisas na mesma velocidade em que elas se passam em pensamento, de que adianta. Volto a ser uma cabeça em uma estante. Como uma espécie de cérebro à parte ou um HD de reserva, de stand by. Então ta. Vamos imaginar que ou tenho a cabeça na estante ou meu cérebro é um HD de stand by (me repito para organizar as coisas). Enquanto um HD faz as coisas corriqueiras, o outro é um HD fervilhante, multifacetado, numa mistura de esquizofrênico com gay. Um HD gay e esquizofrênico ou ainda gayquizofrênico, que me parece, no fim das contas o nome mais acertado. Uma mistura, simbiose da alegria, (gay) com e desconexão (esquizofrenia). Aliás ultimamente tenho falado muito e esquizofrenia, mas eu bem sei o motivo. Ainda não é a hora de escrever aqui. Porque tem isso. Eu sou um madrugador, uma pessoa que fica acordada a noite inteira ou acorda as duas horas da manhã e começa a escrever. E tem coisas que eu escrevo no meu diário aqui, outras nos cadernos e outras nos blogs. As vezes eu pego uma coisa de um lugar e coloco no outro. O único lugar perigoso é aqui porque é público. Aqui eu sempre dou uma passada de olhos antes de postar. Já imaginou se eu me distraio e publico aqui uma coisa que escrevi em outro arquivo, essas coisas mais do que cabeludas que me passam pela cabeça ou me acontecem? Na verdade não tem nada demais. Pode uma freira pegar minhas mais cabeludas idéias, ler e passar ao bispo que terá um sorriso santificado e abençoará o meu caderno. Quem garante que não? Sempre fico achando que o problema está em mim mesmo que sou muito conservador. Isso é pouco, sou um reacionário, um falso pudico. Taí, esse podia muito bem ser o sub título do blog: As confissões de um Pudico. Quando eu acabar a campanha do Roberto Jefferson para a Presidência da República eu penso nisso. O importante agora é catalogar a cabeça (seja HD ou na estante). Minha cabeça é cheia de escaninhos e por enquanto tem que ir tudo para o lugar certo. Agora mesmo eu estava lendo um blog todo sério, cheio de frases perfeitas, de pequenos post super bem escritos. Fico pensando se, além de mim, vem mais alguém aqui. Na vida presencial não, mas no virtual parece que as mulheres escrevem melhor. Aliás isso me lembra uma coisa importantíssima, que eu estou a um tempão para contar e sempre (amnésia) me esqueço: eu tenho lido várias coisas da mais do que reverenciada mundialmente Virgínia Woolf e fico embatucado comigo porque eu leio, leio e acho aquilo tudo de uma chatice danada. Não vejo nada de genial em nada daquilo. Fico sempre pensando no quando sou insensível, capadócio mesmo. E... Dia desses estou folheando O Diário da Corte, esse delicioso livro do Paulo Francis e vejo no verbete de Virgínia Woolf ele dizer: A literatura parece diáfana, inconsistente e anêmica, de um bom gosto excessivo que sai do terreno literário para o chique. Pronto. Por isso eu babo mesmo o ovo do Francis. Ele consegue sintetizar uma coisa que eu senti durante 50 anos e não consegui verbalizar, além de ter vergonha de falar, é claro. Voltando aos blogs: têm os escatológicos que só falam besteira, porcaria. Tem gente que acha aquilo interessante. Eu acho irrelevante, uma droga, não gasto minha força nem pra ir até eles. Agora eu acho que os piores são de quem escreve na imprensa. Deixa eu explicar melhor. Não é isso não. O que eu acho é que as pessoas que visitam blogs de pessoas que escrevem na imprensa vão lá numa atitude tão reverente, babam com qualquer coisa que esses articulistas de jornal publicam na internet. Acaba irritando. Ao contrário tem blogs de jornalistas que só escrevem na internet e são interessantíssimos. Aliás é muito raro você ver uma pessoa se saindo bem em duas, três mídias diferentes. O colunista de jornal diário por exemplo, não é bom em televisão. O de televisão não se sai tão bem escrevendo Claro que têm as exceções, lógico, estou falando de uma maneira bem geral mesmo. Às vezes me irrita eu ter que falar as coisas tão explicadinhas Comente: Com o espaço de dois anos de ostracismo já que me dediquei totalmente a outras atividades e ao Sobretudo de Lona acho que talvez volte a esvrever aqui. Farei um teste antes. Escreverei algumas coisas sem ler o que deixei aí para baixo, para trás. Comente: 29.9.03
explicar novamente, não! Sinto muita dificuldade nesse processo de melhora da crise passada. Porque durante a crise tudo é tão terrível, tão assombroso, o sofrimento é tamanho que chega uma hora em que você nem pensa mais direito. Nem pensa mais. Toma os remédios que vão receitando já sabendo que virão efeitos colaterais e que a melhora será insuportavelmente lenta. No estágio pós crise a coisa muda de figura. O seu entorno cobra de você uma atitude completamente normal e tranqüila, já que o pesadelo acabou. Nesse entorno incluí-se o seu terapeuta. Todos ficam contentes por você ter melhorado, mas sentem também um alívio por não terem mais que conviver com aquilo sem poder reclamar, afinal você está doente. Um belo dia, você começa a levantar da cama com mais facilidade, começa a sair mais, o semblante melhora, você sorri, ri, gargalha. A festa é generalizada. A crise passou ¿ pensam e dizem ¿ Agora nossa paz voltou ¿ pensam. E aí, meu caro, babau, você fica num mato sem cachorro. Continua sentindo momentos de tristeza profunda (um pouco diferente do surto da depressão, uma ansiedade chata, que te impede de fazer as coisas, insônia, falta de concentração). Libido? O que é isso? Aí você acorda ansioso, não consegue fazer as coisas direito. Toma ansiolítico, espera um tempo e... nada. Não passa. Você espera mais um pouco pra ver o que acontece... nada. Bom, você toma mais ansiolítico, claro e aí fica mole, meio dopado, com sono. Antidepressivo diminuído,, a depressão volta a dar as caras, mas de forma muito branda... E aí começa: você está superconsciente, a crise já passou, era para estar tudo ótimo, mas não está. O médico é irredutível: tem que diminuir o antidepressivo senão fica eufórico, maníaco. Tem que segurar a onda, se esforçar um pouco. E toma de você se esforçar aqui, ali, acolá, hoje, ontem, amanhã... ninguém mais toca no assunto porque você está BOM. (Qual é? Não quer ficar bom? Quer ter peninha de si próprio a vida inteira?). Caracoles! Você não pode admitir nada disso, tem que fingir que está, que é normal. E eu sei o que está acontecendo e estou contente sim por a crise ter passado, mas não estou bem, é um meio termo sei lá eu o nome... é estar mais ou menos... durante duas horas se sente de uma maneira e nas duas horas seguintes fica diferente! Não é por querer, claro que seria melhor estar tudo bem, definitivamente... Ninguém aceita essa doença. Quando aceita, entende... bom, aí não entende como é o processo de cura, de melhora... Comente: 25.9.03
caminho pela rua e sei que algo estranho está acontecendo, que as pessoas correm para lá e para cá e não sacam que não estão indo a lugar nenhum... guarda-chuvas se batento, sapatos entrando em poças, mulheres com seios marcados na camiseta, homens que não se interessam mais por nada & são levados pela multidão. .. é o metrô, é o ôninus, é o sair daqui e ir para acolá simplesmente porque não podemos estar parados, temos que girar com o mundo, temos que continuar caminhando & vendendo & comprando & sorrindo & visitando os pais & os pais das mulheres e penteando os cabelos e arrumando as crianças até o momento. Comente: No grupo de trabalho temos discutido muito a questão do desmoronamento interior não no sentido da loucura clássica, ois essa é fácil de resolver, mas a diferenciação silenciosa que entramos em relação aos outros.... e como a sociedade percebe essas pessoas, o que é simplesmente diferente daquilo que é desagradável... ,,,porque acontece muito isso, as pessoas começam a se sentirem incomodadas, mas não sabem exatamente com o quê, não possuem argumentação, apenas pressentem algo diferente no próximo e nem sequer avaliam que elas sim podem estar diferentes (como, de fato, muitas vezes estão) No grupo de trabalho temos discutido muito a questão do desmoronamento interior não no sentido da loucura clássica, ois essa é fácil de resolver, mas a diferenciação silenciosa que entramos em relação aos outros.... e como a sociedade percebe essas pessoas, o que é simplesmente diferente daquilo que é desagradável... ,,,porque acontece muito isso, as pessoas começam a se sentirem incomodadas, mas não sabem exatamente com o quê, não possuem argumentação, apenas pressentem algo diferente no próximo e nem sequer avaliam que elas sim podem estar diferentes (como, de fato, muitas vezes estão) Comente: Todo mundo fica com vergonha de falar e quando ele vem as pessoas procuram delicadamente se afastar. Trata-se daquele camarada ou mulher que são depressivos, sofrem de depressão, queixam-se muito e têm um olhar nada estimulante diante da vida. Essas pessoas chegam a irritar muito a quem não sofre, aos normais. O normal é aquele que, quando perde a namorada, toma um pileque e se recupera, aquele que, quanto maior é a dificuldade que a vida apresenta, maior é a força de vontade empreendida para resolver, é aquele que odeia essa coisa de fossa. Esse é o normal. Quando alguém quebra uma perna ou tem câncer ou AIDS ou um enfarte que seja, é aceito e compreendido. Fulano, coitado, tão cheio de vida, tece um enfarte e agora, quando a crise maior passar, vai ter que tomar alguns cuidados com a vida, vai ter que se cuidar mais e nós teremos de ajuda-lo. Não deve mesmo ser fácil. Com a depressão não. O paciente nem é paciente; ele é tão somente um chato, um fraco que não consegue enfrentar a vida e prefere enfiar a cabeça na terra, ficar na cama e não tomar as atitudes normais que qualquer pessoa forte tomaria. O deprimido é um fraco. Um chato. Um insuportável, que deseja que o mundo tenha pena de si. Um nojento, no fundo. Comente: 8.9.03
O peso ameaça voltar e trato de sair. Claro que, como sempre, demoro no mínimo três horas do momento em que acordo até sair efetivamente de casa. Para não atrasar, acordo sempre três horas antes... considerando que não durmo cedo, acabo por quase não dormir. As coisas que poderiam ser feitas, já foram (o que me assusta demais). Dou um ou dois telefonemas que não deveria Ter dado. Entendo que a situação é muito perigosa, tudo pode desabar a qualquer momento e eu serei o primeiro a cair junto com tudo... preciso então empurrar bem mais para a frente o início do desmoronamento, não haverá ganho de ninguém, mas o perdedor serei eu. Não que me importe, de verdade... se não estivesse preso nessa teia, se tivesse um mínimo de independência as coisas seriam muito diferentes... mas não são, é fato. Vejo virgínia wolf, carlos castañeda, saramago, pessoa, espanca, ana c, proust e calvino... o que estão fazendo todos nessa barafunda? O que pretendem me passar de tão importante dessa maneira desordenada que não tem nenhuma lógica, nenhum apuro ético, nem estético nem nada... um monte de nadas, de letras que se repetem, pretas, sempre pretas, que dançam na drente dos meus olhos e não me permitem ver o todo, o complemento do que eu sou ou do que fui ou do que serei. Comente: |